Especialista dá dicas de proteção contra crimes virtuais
Depois de permanecer por quase duas décadas como terra sem lei, finalmente a Internet, ou como foi inicialmente conhecida rede mundial de computadores, começa a ser regida por leis que visam coibir os crimes virtuais. A necessidade de regulamentação ficou patente a partir da proliferação da pedofilia, e dos crimes praticados por quadrilhas especializadas em crimes virtuais, sobretudo contra o patrimônio financeiro de internautas.
Afinal, com um bilhão de usuários no mundo inteiro e mais de 60 milhões no Brasil, a Internet é território fértil para os criminosos virtuais. Em função disso, policial civil e especialista em crimes virtuais, Eduardo Pinheiro Monteiro, elaborou dicas para orientar os internautas de como se proteger na rede de computadores e fala sobre o trabalho de rastreamento da conexão da internet e das investigações específicas para esses tipos de crime. Ele informa que apenas cinco estados possuem delegacias especializadas em crimes virtuais, são elas , São Paulo , Rio de Janeiro, Paraná e Brasília.
No mundo globalizado não fazer transações pela internet é impossível. Só se morássemos numa caverna, por isso provetores e sites criaram mecanismos para tornar a transmisão de dados mais segura, como a criptografia e a elaboração de leis que torne os crimes virtuais objeto de investigaçãocriminal.
Entretanto, o usuário não deve esperar ser lesado para buscar uma soluçao. Todo cuidado é pouco, por isso o especialista orienta os internautas a não abrir e-mail que não tenha sido solicitado, uma vez que muitos deles podem ser falsos, com objetivo de infectar computadores com vírus, ou então desviar dinheiro de contas bancárias. Muitos chegam a ser radicais: não compram, nem preenchem formulários como número de seu CPF pela internet.
Quem pensa que a internet e o e-mail falso protege o anonimato engana-se. Eduardo explica que por meio da rastreação da conexão da internet, a análise dos arquivos de log, pois quem está conectado na internet, está portanto num endereço IP e consequentemente todas as suas ações estão deixando rastro, permitindo que se chegue até a localização física do computador que foi usado para o crime. Depois entra a investigação tradicional, que é investigar quem teria sido usado aquele computador naquela residência, naquela empresa para o propósito criminal.
Os crimes mais comuns na internet são contra o patrimônio, que é o desvio de dinheiro de contas bancárias, nos quais os criminosos utilizam técnicas especializadas para praticar crimes, estelionatos e vendas fraudulentas. Existem também aqueles que usam a internet por motivo de vingança e de ordem pessoal, ou então usam para ofender e ameaça-las. Muitos criam perfil falso no Orkut, ou divulgam fotos íntimas, em muitos casos de ex-namoradas ou ex-maridos, que são considerados crimes contra a honra, calúnia, injúria oudifamaçao.
O especialista recomenda muita cautela. Não se deve acreditar em histórias que são inventadas, não devem marcar encontro pela internet, sem que outras pessoas estejam presentes ou que outra pessoa tome conhecimento.











